Explorando o Rio Negro (15/4)

(see english below)

Passamos o dia novamente nas redondezas do Anavilhanas Jungle Lodge. Pela manhã, fizemos uma caminhada com o guia Leandro, um índio que nos contou detalhes curiosos e interessantes, tanto da floresta quanto da sua vida na aldeia. Percebemos que o seu olhar é bastante diferente, por exemplo, de guias mais técnicos: ele tem maior conhecimento prático por ter crescido e vivenciado a floresta de modo mais intenso, e também tem clareza sobre a importância da Amazônia para o mundo.

Leandro nos disse que a fruteira que encontramos ontem (veja foto aqui) é usada pelos índios como berço de nenê ou brinquedo de criança, como barco ou balanço. Ficamos muito impressionadas com o que acontece nos rituais indígenas de passagem da infância para idade adulta, como colocar a mão no formigueiro (que ele demonstrou – em breve postaremos o vídeo), subir em árvores para tirar mel da colmeia e ter os olhos feridos com pimenta, sendo que em nenhum momento podem demonstrar sofrimento. As garotas, aos menstruar, ficam 40 dias reclusas no escuro tecendo esteiras, e ao sair têm todo seu cabelo arrancado.

À tarde conhecemos mais de Anavilhanas indo para uma pescaria de piranhas. O Rio Negro está muito cheio e a sua água escura e calma cria um efeito de espelho, duplicando toda a paisagem de maneira incrível.

Descobrimos um “jogo” natural: é a cuia de macaco. A cuia carrega sementes de formas irregulares que ficam bem encaixadas dentro dela. Ela parece uma verdadeira caixinha, e suas sementes são como peças de um quebra-cabeça 3D.

 

We spent the day around the Anavilhanas Jungle Lodge. In the morning, we went for a walk with the guide Leandro, an Indian who told us curious things not only about the forest, but also about his life in the indigenous camp. We noticed that his point of view is quite different from a trained guide: since he grew up and lived in the forest, he has more practical knowledge about it, and he is also very aware about the importance of the Amazon in the world context.

Leandro told us that the fruitbowl we posted yesterday (see the picture here) is used by the Indians as a baby cradle or a child’s toy, such as a swing or a boat. We were very impressed with the stories of what happens during the Indian rituals concerning the passage of the childhood to adult age, such as putting the hand in an ant’s nest (he demonstrated it – we will post a video soon), climbing a tree to take honey from the bee’s nest and having the eyes hurt with pepper, everything without showing any pain. For the girls, when they have their periods, the stay 40 days closed in the dark making mats, and when they get out they have all their long hair taken out of their heads.

In the afternoon we got to know Anavilhanas a bit more: we went fishing piranhas. The Negro River is very full and its dark and calm water creates a mirror effect, duplicating the whole landscape in an incredible way.

We discovered a natural puzzle: it is called monkey’s bowl. The bowl carries seeds with irregular shapes that are perfectly positioned inside of it. It looks like a real box, and its seeds are like parts of a 3D puzzle.

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1 comment
  1. Felipe Oliveira said:

    Anavilhanas é um dos lugares mais lindos do Brasil, que pouca gente conhece. Andar de barco no meio da floresta de igapó, alagada, é uma das experiências mais incríveis que alguém pode ter na mata.

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