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A exposição “Objetos da Floresta” na CAIXA Cultural Recife foi um sucesso de público, o total de visitantes foi 11.584 pessoas!

Houve excelente aceitação do público em geral, caracterizado por ser muito heterogêneo (jovens, idosos, crianças, estrangeiros, estudantes, passantes, leigos, deficientes físicos, etc). Segundo nossos monitores, o ponto alto da exposição foi mesmo a interação e as reações das pessoas com os objetos: 

“Visitaram a exposição muitas crianças em grupos escolares, praticamente todos os dias, durante a semana, agendados e não. (…) Foi muito boa a experiência de receber crianças de escolas estaduais, melhor ainda quando demonstraram um grande interesse no assunto.” (W. Filipe Andrade)

“Fiquei bem emocionado com a presença de grupos de cegos durante a exposição. Foi muito enriquecedor poder fazer uma mediação onde a conversa se uniu à possibilidade dos visitantes poderem conhecer os objetos através do toque, sentindo suas texturas e formas.” (Felipe Neves)

Objetos da Floresta” gerou uma grande atenção da mídia. A valoração de mídia calculou que o valor investido no patrocínio quintuplicou! Seguem alguns sites com notas e reportagens sobre o evento:

Lembramos que a Oficina “Objetos da Floresta” foi recentemente listada entre as 72 atividades base para o ensino de arte e design nos dias de hoje, no livro “72 Assignments: The Foundation Course in Art and Design Today” feito pela Tate Research e Paris College of Art, publicado em Paris, novembro de 2013.

A exposição dos objetos da Amazônia, realizada pela primeira vez na CAIXA Cultural Recife, teve sua estrutura inteiramente guardada, e espera propostas para sua exibição em novos espaços. Se tiver alguma ideia, por favor entre em contato. Agradecemos a CAIXA por ter sido a primeira a acreditar nesta exposição, a todos os que trabalharam nela e ao público pernambucano que prestigiou a mostra.

(see english below)

Se você acompanha “Objetos da Floresta” no Facebook já deve estar sentindo um clima de novidade. Agora vai saber o por quê…

Estamos a todo vapor preparando a primeira Exposição dos “Objetos da Floresta”! Finalmente iremos mostrar os objetos que foram coletados durante a expedição amazônica, no ano passado. Essa exposição inédita acontecerá em RECIFE, apresentada pela Caixa Cultural de 10/10 a 24/11 em seu belo prédio histórico em frente ao incrível Marco Zero da cidade!!!

Logo após o lançamento da exposição, que será dia 10 de outubro (sintam-se convidados) , acontecerá a “Oficina Objetos da Floresta”, nos dias 11, 12 e 13/10. As inscrições estão abertas e vão até dia 5/10, mais informações aqui. Tanto a exposição quanto a oficina serão gratuitas, o patrocínio é da Caixa e do Governo Federal.

Quem conhece sabe que Recife é uma cidade especial, cheia de cultura. Esperamos que o projeto consiga levantar um debate consistente no mundo do design e das artes em geral, e que o público visite, comente e contribua.  Nas próximas semanas postaremos mais detalhes, fotos do making of e depois dos resultados. Vamos à Recife? E à Amazônia !

 

web

 

If you follow “Objetos da Floresta” on Facebook you might have noticed a feeling of novelty. Now you will know why is it…

We are in a rush preparing the first Exhibition of the “Objects of the Forest”! Finally we will show the objects that were collected during the Amazonian expedition last year. This exhibition will happen in Recife, presented by Caixa Cultural from 10/10 to 24/11 in its beautiful historical building by the incredible “Marco Zero” of the city!!!

Just after the launch of the exhibition, which will be on October 10th (feel invited) , will happen the workshop “Objects of the Forest”, on 11, 12 and 13/10. Registration is open and lasts till 5/10, check it here for more information. Both exhibition and workshop are for free, the sponsors are Caixa and the Government of Brazil.

Who knows Recife also knows it is a very special city, full of culture. We hope that the project can rise a consistent debate in the design world and among all arts, and that the public visit it, comment and contribute to it. In the following weeks, we will post more details, making of photos and later on, the results. Let’s go to Recife? And to the Amazon!

 

(see english below)

Há exatamente 1 ano atrás começou a viagem exploratória do “Objetos da Floresta”, uma ‘viagem’ definitivamente sem volta…

A Amazônia era ainda distante e obscura, e a expedição levou a caminhos inesperados, com coincidências incríveis; trouxe grandes lições e conectou pessoas excepcionais, que dão forças e tornam este projeto real.

Desde então, “Amazônia” é uma palavra tão cotidiana, cheia de riquezas e poderes quanto “Design”; e juntas formam o caminho a trilhar. Houveram e haverão obstáculos, mas a cada superação as recompensas têm vindo em dobro.

Muita saudade da Floresta e muito trabalho com os Objetos – novidades ainda este ano! Um sincero obrigada a todos os que participam e acreditam nesta jornada.

“A mente que se expande por uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original”.

1 ano da expedição de design Objetos da Floresta na Amazônia

Exactly one year ago started the exploratory trip of “Objects of the Forest”, definitely a one-way trip…

The Amazon was still far away and obscure, and the expedition took unexpected ways, with incredible coincidences; it brought big lessons and connected exceptional people, who have been giving strenghts and making this project real.

Since then, “Amazon” is an every-day word, so full of richness and power as “Design”; and together they form the path to follow. Obstacles existed and will exist , but the rewards are coming double at each overcomed problem.

Missing a lot the Forest and working a lot on the Objects – news are on their way for this year! A sincere thanks to all of you who participate and believe in this journey.

“Once the mind has been stretched by a new idea, it will never again return to its original size.” 

 

(see english below)

Apesar do atraso, acabam de ser publicadas algumas fotos do lançamento do e-book. Infelizmente faltam muitas pessoas nas fotos (entre elas a Diretora do Museu, Miriam Lerner, e os designers gráficos Ruth Klotzel e Kiko Farkas), mas dá para sentir um pouco o clima no Museu da Casa Brasileira.

Além das imagens abaixo, há mais fotos num álbum no Facebook. Clique aqui para ver.

Em Londres, o e-book foi muito bem recebido. O destaque vai para os elogios de John Thackara, palestrante do Global Design Forum – um dos mais incríveis pensadores do design e de um futuro sustentável. John Thackara simplesmente twittou a notícia do e-book, veja!!

Despite the delay, we just published some pictures of the e-book launching. Unfortunatelly many people are missing on the pictures (among them the Museum Director, Miriam Lerner, and the graphic designers Ruth Klotzel and Kiko Farkas), but we think you can still feel the atmosphere on that day at the Museu da Casa Brasileira.

Therea are more pictures are in an album on Facebook. Click to see.

In London the e-book had quite a good reception. We’d like to highlight the cumpliments of John Thackara, lecturer at the global Design Forum – one of the most amazing design/ sustainable future philosophers. John Thackara simply twitted the news about our e-book, check it out!!!

 

 

(see english below)

Anunciamos a agenda do projeto para os próximos meses, que está internacional!

4 de setembro: Lançamento do e-book OBJETOS DA FLORESTA  às 19:30h no Museu da Casa Brasileira/ São Paulo (evento aberto ao público e interessados em geral).

Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705
* a visita ao museu é gratuita durante o lançamento.

de 12 a 20 de setembro: o projeto será levado para Londres, para o festival de design, junto a outros trabalhos de Andrea Bandoni, que estará representando o Brasil na etapa mundial do prêmio YCE do British Council (Young Creative Entrepreneur – Categoria Design).

de 23 a 28 de outubro: Andrea estará na Dutch Design Week, em Eindhoven, Holanda.

29 e 30 de outubro: o projeto será apresentado na 17a Conferência Internacional sobre Inovação Sustentável, em Bonn, na Alemanha.

15 a 19 de novembro: palestra no R design em Natal, encontro dos estudantes de design das regiões Norte e Nordeste.

Todos os eventos serão registrados neste blog, e divulgaremos também no facebook. Esperamos mais novidades até o final do ano.

We are very happy to announce the project’s agenda for the next few months, which is international!

september 4th: launching of the e-book OBJECTS OF THE FOREST at 19:30h in the Museu da Casa Brasileira/ São Paulo (public event).

Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705
* free admission to the museum during the book launch.

from 12 to 20th september: the project will be taken to London, to the design festival, together with other works from Andrea Bandoni who will be representing Brazil in the world phase of British Council’s YCE award (Young Creative Entrepreneur – Design Category). 

from 23 to 28 october: Andrea will be at the Dutch Design Week , In Eindhoven, The Netherlands.

29 and 30th october: the project will be presented in the 17th Sustainable Innovation International Conference, in Bonn, Germany.

15 to 19th november: lecture at R design in Natal, meeting of design students of the North and Northeast of Brazil.

All the events will be registered in this blog, and we will also spread on facebook. We expect more news till the end of the year.

 

(see english below)

Aproveitamos o dia de hoje para conhecer com mais tranquilidade o mercado do Ver-o-Peso. Visitamos também o Mangal das Garças, um parque onde pudemos relaxar e fazer um pequeno balanço da viagem e do projeto como um todo até o fim desta etapa. Houveram vários desafios, estamos aprendendo muito, o experimento continua e o saldo é muito positivo: os dias na Amazônia foram seguidos de descobertas marcantes, emocionantes. É difícil ir embora!

As malas estão prontas. Nosso diário de viagem pára por aqui. Continuaremos, sem regularidade, postando as novidades do projeto, seus desdobramentos. Vida longa aos Objetos da Floresta!

TOP 5 DA EXPEDIÇÃO OBJETOS DA FLORESTA (sem contar os workshops!!!)

1. Contato forte com a natureza no Rio Negro / Parque Anavilhanas

1. Contato intenso com os locais e paisagem da FLONA Tapajós

(não conseguimos decidir o número 1)

3. A experiência única da viagem de barco de linha de Manaus a Santarém

4. As hiper-frutas: tucumã (x-caboclinho) e pupunha (com café).

5. Soure, na Ilha do Marajó: búfalos nas ruas, mangue gigante, estilo das casas, etc

Menções honrosas:  a beleza da vitória-régia e a diversidade e raridade dos objetos da loja de Alter do Chão.


We used our day to see with more time the market Ver-o-Peso. We also visited the Mangal das Garças, a park where we could relax and make a small balance of the trip and the whole project till the end of the present stage. There have been many challenges, we have been learning a lot, the experiment goes on and till now he results are very positive: the Amazon days were full of remarkable, exciting discoveries. Its hard to leave!

The bags are ready. Our diary finishes here. We will keep posting -but not daily – the news about the project and its development. Long life to the Objects of the Forest!

TOP 5 OF THE EXPEDITION OBJECTS OF THE FOREST (whitout considering the workshops!!!)

1. The strong contact with nature at Negro River/ Anavilhanas Park

1. Intense contact with local people and the landscape at FLONA Tapajós

(we couldn’t decide number 1)

3. The unique experience of travelling in a local boat from Manaus to Santarém

4. The hiper-fruits: tucumã (x-caboclinho) and pupunha (with coffee).

5. Soure, at Marajó island: buffalos in the streets, huge mangue, style of the houses, etc

 

Cum laude: the beauty of the vitória-régia and the diversity and rarity of the objects at the shop of Alter do Chão.

(see english below)

Em nosso penúltimo dia de viagem, estivemos em outra instituição de ensino muito forte em Belém, o IESAM (Instituição de Estudos Superiores da Amazônia), a convite do designer Misael Lima, que é coordenador da pós-graduação e que teve uma participação bastante ativa em nosso workshop semana passada.

Assim como ontem, Andrea deu uma palestra seguida de uma discussão com uma platéia lotada de alunos de design do Instituto. Foi uma recepção calorosa, e foi um prazer comentar qual poderá ser o futuro deste projeto, além de falar sobre questões do design local, tais como a grande diversidade, as oportunidades e as longas distâncias amazônicas. Comentamos também sobre o designer como profissional independente e seus novos métodos inovadores. Foi muito bom ouvir que o projeto instiga e estimula a produção local. Também gostamos da definição de Misael, que disse que estamos “vivendo” o nosso “briefing”, o nosso “chão de fábrica”, ao referir-se à experiência de conhecer, sentir e aprender in loco sobre a Amazônia.

A conversa só terminou porque queríamos ir à Abaetetuba. São duas horas de viagem até esta cidade vizinha, sendo uma hora de barco e outra de ônibus. Lá visitamos um evento que só acontece uma vez por ano: o MiritiFest, o maior festival do Baixo Tocantins.

O festival engloba uma programação com shows, além de uma praça de alimentação e uma feira de produtos feitos de miriti. Miriti é uma árvore símbolo deste município e, tradicionalmente, são feitos brinquedos dela (também chamada bacuri). O material é uma madeira bastante mole, a qual é esculpida e pintada, resultando em objetos bastante coloridos que retratam o cotidiano local: pássaros, cobras, peixes e outros bichos, sendo especialmente típicos os barcos e as rodas-gigantes.

Tivemos uma conversa com Seu Ivan, talentoso artesão e empresário de Abaetetuba, que contou e demonstrou como se trabalha com miriti – veja o vídeo abaixo.

 

Today we were in another very strong educational institution in Belém, IESAM (Institution of Superior Studies of the Amazon), invited by designer Misael Lima, who is the post-graduation coordinator and had an active participation in our workshop last week.

As yesterday, Andrea gave a lecture followed by a discussion with an audience full of design students. It was a very warm reception, and it was a pleasure to comment on what can be the future of this project, besides talking about the local design issues, such as the big diversity, the opportunities and the long amazonic distances. We also spoke about the designer as an independent professional and our new, innovative methods. It was very nice to hear that this project instigates and encourages the local production. We also loved the definition of Misael, who said that we are “living” our “briefing”, our “floor of the industry”, mentioning the exprience to get to know, feel and learn about the Amazon in loco.

The talk just came to an end because we wanted to go to Abaetetuba. It’s a 2 hour trip to this neighbour city, one in a boat and another in a bus. There, we visited an event that only happens once a year: the MiritiFest, the biggest festival of the lower part of river Tocantins.

This festival includes a program with musical shows, besides food and a fair of miriti products. Miriti is a tree (also called bacuri) which is the symbol of the city and, tradicionally, its material is used to make toys. It consists in a very soft wood, which is sculpted and painted, resulting in colorful objects that depict the daily local life and nature: birds, snakes, fishes and other animals, and the typical boats and ferris-weel.

We had a talk with Mr. Ivan, a talented artisan and entrepreneur of Abaetetuba, who told and showed us how to work with miriti. The video can be found above.

 

(see english below)

Hoje cedo, a convite da Prof. Roberta Rodrigues, fizemos uma vista ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPA (Universidade Federal do Pará), onde Andrea deu uma palestra sobre seus trabalhos de design e sobre o projeto Objetos da Floresta.

A palestra foi seguida de uma intensa conversa com os alunos e demais ouvintes, todos muito interessados e críticos, onde falamos da banalização do olhar cotidiano e de elementos da cultura popular; da questão sustentabilidade versus tecnologia; das transformações do mercado de trabalho no design e arquitetura; além da necessidade de maior experimentalismo e de uma postura propositiva numa nova geração de profissionais de artes aplicadas. Foi especialmente elogiado o aspecto do resgate cultural do nosso projeto e de sua aplicação num contexto contemporâneo, onde as relações homem-natureza necessitam revisão.

No meio destas discussões, uma aluna comentou um detalhe que não conhecíamos, que se relaciona ao design e à Belém. Ela contou que é muito comum a venda de açaí na porta de algumas casas da periferia, e, para sinalizar que têm açaí, os vendedores possuem um “código”. Eles fazem e penduram na porta de suas casas um objeto que é uma luminária: meia garrafa pet pintada de vermelho com uma luz dentro. Se a luz está acesa, de longe o freguês sabe que está aberto e que tem açaí.

Depois desta conversa, tivemos um almoço animado com a Roberta e com o diretor da unidade, Prof. Juliano Ximenes. Comentando sobre o caso do açaí, Juliano lembrou da foto de um artista de Belém chamado Luiz Braga. O portfolio deste fotógrafo possui muitas imagens feitas aqui na região, que ele retrata de uma forma poética e com um uso único de cor e luzes.

Tentamos à tarde ir à Icoaraci – cidade vizinha, pólo produtor de cerâmica artesanal. Ouvimos dizer que lá os objetos são baseados na coleção de cerâmica marajoara do Museu Goeldi. Também ouvimos dizer que a produção é muito “turística”, que os artesãos temem a concorrência dos designers, e que há muito preconceito de “intelectuais” com o que é feito lá. Essas informações nos instigaram a planejar uma visita, mas há duas obras na estrada de acesso e o trânsito não nos permitiu chegar à Icoaraci…

Voltamos à Belém e aproveitamos o fim da tarde para visitar dois museus: o acervo da Casa das Onze Janelas e o Museu do Encontro, no Forte do Presépio. No primeiro, chamaram a atenção alguns desenhos de um artista dos anos 20 chamado Manoel Pastana, que projetou móveis e painéis com motivos amazônicos. Já no Museu do Encontro, vimos uma exposição que continha alguns exemplares da verdadeira e autêntica cerâmica Marajoara, datada de muitos séculos atrás.

Abaixo, “Lâmpada açaí” – de Luiz Braga (acervo online MAM); desenhos de frisa decorativa com motivo caranguejo e luminária com motivo jabuti da mata por Manoel Pastana; e urna funerária Marajoara.

 

This morning, invited by teacher Roberta Rodrigues, we made a visit to the Department of Architecture and Urbanism of UFPA (University of Pará), where Andrea gave a lecture on her design works including the project Objetos da Floresta.

The lecture was followed by an intense talk with the students and public, who had an interested and critical view. We spoke about the trivialization of our daily life and of our cultural elements; the issue of sustainability versus technology; the change of the architecture and design work fields; besides the need of a more experimental and propositive posture in the new generation of applied arts professionals. The aspect of reconsidering the local culture and applying it in contemporary contexts, inherent to our project, was especially praised by our audience, who also believes that the relationship between man and nature needs revision.

In the middle of these discussions, a student made a comment about something we didn’t knew, related to design and to Belém. She told us that here it is very common to sell açaí (a local juice fruit) in front of the house’s doors in the suburbs. To show that they have the product, the sellers have a “code” with their clients. They create and they hang on their doors an object that is a lamp: they paint a pet bottle red and cut it half, putting a lamp inside. If the light is on, the clients know that it is because it’s open and there’s fresh açaí.

After this talk, we had an enjoyable lunch with Roberta and the Department Director, Prof. Juliano Ximenes. Still commenting on the açaí “culture”, Juliano remembered the picture that a local artist, Luiz Braga, made out of it. The portfolio of this photographer has many images taken around Belém’s area, and he depicts it in a poetic way, with an unique use of light and colors.

In the afternoon we tried to go to Icoaraci – a neighbour city, pole of artisanal ceramics. We heard that the objects there are based on the collection of marajoara ceramics of the Goeldi Museum. We also heard that the local production is very “touristic”, that the artisans are afraid of the competition with designers and the “intelectuals” have prejudices with the things that are made there. These information made us willing to make a visit, however at the moment there are two constructions in the road and the huge traffic jam didn’t let us arrive there…

We came back to Belém and used our late afternoon hours to see two museums: the House of the Eleven Windows and the Museu do Encontro, at the Forte do Presépio. In the first, what came out were some drawings of an artist of the 20’s called Manoel Pastana, who designed furniture and pannels with amazonic themes. At the Museu do Encontro, we saw an exhibition that had some examples of the authentic Marajoara Ceramics, from centuries ago.

Above, “Lâmpada açaí” – from Luiz Braga (online archive MAM); drawings of wallpaper (crab theme) and lamp (turtle theme) by Manoel Pastana; and Marajoara funerary urn.