Ilha do Marajó (28/4)

(see english below)

Saímos de Belém antes do sol nascer e chegamos em Soure, considerada capital do Marajó, quase meio-dia. Mais uma vez, viagens que parecem simples acabam sendo bem mais longas do que o esperado. Porém a paisagem compensa a distância: é impossível não admirar sob os mais diversos ângulos o rio e a mata densa.

À tarde saímos para andar por Marajó e imediatamente demos de cara com vários búfalos soltos! Eles passeiam e pastam tranquilamente pelas ruas da cidade, é chocante! Também nos impressionamos com a quantidade de bicicletas por aqui. Esse parece ser o meio de transporte mais utilizado pelos moradores.

Outra coisa que observamos bastante foram as casas e ruas de Soure. Vimos muitas casas construídas de uma mesma maneira engraçada e diferente, que um morador definiu como “estilo raio que o parta”. Já a rua da nossa pousada é um gramado: não há asfalto, chão de terra ou calçada, mais parece uma grande praça por onde passam algumas motos. Interessante ver que esse gramado invade os jardins chegando até a porta da casa das pessoas, conectando os espaços públicos e privados.

Por fim visitamos a SOMA – Sociedade Marajoara de Artes. Trata-se de um grupo que organiza e vende a produção de artesãos locais, existente desde 2007. Fátima, uma das líderes mais antigas da Sociedade, nos contou que em geral o artesanato não é visto como uma oportunidade pelas autoridades nem pelas pessoas, e por isso a loja da SOMA anda bastante devagar. A SOMA pretende em breve abrir uma escola de artesanato, retomando uma atividade que poderia gerar uma boa renda, segundo ela.

A seguir imagens de búfalos soltos na rua e das casas e ruas peculiares de Marajó.

 

We left Belém before the sunrise and arrived in Soure, city considered the capital of Marajó, almost at midday. Again it happens that a trip that seems simple end up being much longer than expected. However the landscape view compensates the distance: its impossible not to admire the river and the forest from the most diverse angles.

In the afternoon we went for a walk in Marajó and immediately bumped into many buffalos! They stroll around calmly on the city’s streets, its shocking! We were also impressed by the amount of bicycles in here. This seems to be the main means of transportation of the inhabitants.

Another thing we observed were the houses and streets of Soure. We saw many houses of the city built in the same funny and different style. The street of our pousada is actually a grass field: there’s no asphalt, earth floor or pavement; it looks like a park or square where some motorcycles can pass by. Its interesting to see that the grass invades the gardens of the houses, till their doors, and in this way it connects public and private spaces.

Finally we visited SOMA – Marajó’s Society of Arts. It is a group that organizes and sells the production of local artisans, existant since 2007. Fátima, one of the oldest leaders of the Society, told us that crafts in general is not seen as an opportunity neither by the authorities or by the people, that’s why their shop is going so slow. SOMA intends now to open a craft school, reintroducing activities that can generate a good source of income, as Fátima says.

See above images of the buffalos walking free in the city and the peculiar houses and streets of Marajó.

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