Coisas de Marajó (29/4)

(see english below)

Para aproveitar Marajó num domingo, o dono da pousada que estamos emprestou uma bicicleta, muito adequada à escala da cidade. Interessante mencionar que ninguém aqui usa cadeados!

Seguimos a sugestão de visitar o mercado municipal de Soure. Ele estava bem vazio e desanimado, porém atras dele descobrimos que há diversas lojas que vendem madeiras para construção civil. Conversamos com um dos donos, que contou que a maioria das madeiras vem de áreas próximas à ilha. Ele disse também que muitas das madeiras são ilegais, não tem nota fiscal – e se fossem legais ninguém por aqui compraria devido ao custo.

Seguimos de bike até uma área mais afastada, onde fica o Curtume Marajó. Lá conversamos com o Antenor, dono do local, que nos explicou tudo sobre a produção do material e dos artefatos de couro de búfalo. Filmamos ele em suas instalações explicando todo o processo de curtição e tingimento do couro, que é 100% natural. A fábrica-loja fica em frente ao matadouro da cidade, e ambos estão na beira de um rio, para onde escorrem os resíduos não-poluentes do curtume.

Para aproveitar o resto do domingo fomos de bike até a praia do Pesqueiro, que fica a 10km desde Soure. No caminho, muitas casas simples de taipa, mais usada do que a palha por aqui. Vimos também um belíssimo mangue – vegetação que nasce no encontro do rio com o mar. As raízes das árvores ficam à vista, formando entrelaçados incríveis.

Abaixo imagens: loja de madeiras, loja do curtume, casas de taipa e mangue.

 

To enjoy Marajó in a Sunday, the owner of the pousada we are staying at lended us a bike, very adequate to the city scale. Its interesting to mention that nobody uses chains to lock it here!

We followed the suggestion to take a look at Soure’s Market. It was very empty, but just behind it we found a lot of shops that sell wood to the construction field. We spoke with one of the owners, that told us that the majority of the woods come from areas close to the island. He also said that many woods are illegal, they don’t have any kind of receipt – and if they were legal nobody would buy it, because they would cost too much.

We went biking to a more far away area, where the Curtume Marajó is located. There we spoke to Antenor, the owner of the palce, who explained us everything about the production of the material and the objects made out of buffalo leather. We shooted him explaining the 100% natural process of producing and dyeing the leather. The industry and shop are in front of the slaughterhouse, and both are standing by the river, where all the non-polluent residues are discharged.

To enjoy the rest of the Sunday we went biking till Pesqueiro Beach, located 10km from Soure. On our way, many simple houses made out of earth, which in Marajó seems more common than straw houses. We also saw a beautiful mangue – the vegetation that appears in the meeting of the sea with the river. The roots of the trees are all up from the soil, showing amazing interlaced effects.

Above images: wood shop, buffalo leather shop, earth houses and mangue.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: