A cerâmica marajoara revisitada (30/4)

(see english below)

Pela manhã visitamos o ateliê do ceramista Ronaldo Guedes, bem afastado do centro de Soure. O processo dele não usa nenhuma química artificial na cerâmica, é tudo muito simples e natural, ele coleta os materiais no seu entorno e até no próprio quintal. Ronaldo também pesquisa e busca resgatar o passado histórico dos índios de Marajó, que tiveram uma produção cerâmica bastante desenvolvida.

O espaço do ateliê é bem aconchegante e lá Ronaldo nos mostrou em detalhes como produz as peças, desde a modelagem da argila até a queima no forno que ele mesmo construiu, passando pela coloração e desenhos nas peças (veja o vídeo abaixo).

Pegamos um mototáxi, muito comum por aqui, e fomos à balsa que atravessa o rio até a cidade vizinha, Salvaterra. Lá pegamos um táxi e fomos até a praia de um bairro chamado Joanes.

Nessa praia de rio, ao invés de catar conchinhas na areia, catamos sementes! É incrível a quantidade e diversidade delas pela areia: há sementes de seringa, andiroba, jatobá , buriti e muitas outras. Vimos sementes de formas desconhecidas e cascas com texturas não vistas antes. Há também uma boa quantidade de lixo na praia, se misturando à matéria orgânica.

Para fechar o dia, um lindo pôr-do-sol amazônico na travessia de volta pela balsa.

 

 

In the morning we visited the atelier of the ceramist Ronaldo Guedes, very far from the center of Soure. His process doesnt use any artificial chemistry in the ceramics, everything is very simple and natural: he collects the materials in his surroundings and even in his own backyard. Ronaldo also researches and tries to review the historical past of the Marajó indians, who had a very developed ceramic production.

The space of the atelier is very cozy and there Ronaldo showed us in details how he produces the pieces, from the modelling to the burning of it in the oven he had built himself, passing through the stages of coloring and drawing (watch the video above).

We then took a mototaxi (very commun here) and went to the neighbour city, Salvaterra. There we took a taxi and went till the beach of Joanes’ district.

In this river beach, instead of finding and getting shells, we got seeds! Its amazing the amount and the diversity of seeds all around the sand: we could see seeds of seringa, andiroba, jatobá, buriti and many others. We saw seeds with unknown shapes and also tree skins with textures not seen before. There’s also a good amount of trash in the sand, mixed with the organic materials.

To finish our day, a wonderful amazonic sunset.

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