Santarém (19/4)

(see english below)

Há em Santarém um projeto social famoso e que já existe há muitos anos, chamado Saúde e Alegria. A primeira coisa que fizemos foi ir à sede deles aqui, para saber mais das iniciativas que envolvem design e como podemos conhecê-las.

Sem marcar hora, conseguimos falar com dois funcionários do projeto, o Carlos e o Silvaney, que nos deram muitas dicas do que existe na região e do que podemos fazer no nosso curto espaço de tempo. Foi interessante ver, na bela sede do projeto, o uso de cortinas de palha em quase todas as salas.

Com as informações, decidimos que iremos passar pela Flona (Floresta Nacional) Tapajós. Por isso passamos na sede do ICMBio (Instituto Chico Mendes), responsável por todas as áreas de conservação do Brasil. Lá fomos orientadas sobre qual o melhor transporte, horários e valores.

Quase no horário de almoço, a caminho de outras visitas, passamos pelo Mercado Municipal de Santarém. Novamente avistamos uma cortina de palha, desta vez enrolada do lado de uma banca de revistas, comprovando este ser um material adequado para barrar o sol e não transmitir calor. Na feira vimos também uma fruta bem diferente, chamada pelo vendedor de mari-mari. São gomos verdes pequenos que vêm bem organizados dentro de uma longa “tripa”: é um verdadeiro “ drops” natural com embalagem unitária.

Passeamos um pouco por um bairro residencial de Santarém na hora do almoço. As casas são simples e coloridas, e o que chamou bastante nossa atenção foi a quantidade e o design das grades. Isso demonstra uma preocupação com segurança que a cidade pacata à primeira vista não aparenta.

À tarde procuramos o IPAM (Instituto de Pesquisas Ambientais) para saber mais sobre o projeto Oficinas Caboclas do Tapajós, iniciado por eles. Conhecemos o Antonio José, a Leni e o Elias, alguns dos articuladores do IPAM no projeto, que nos explicaram detalhadamente sua história e como funciona. Resumidamente, o projeto começou com a vontade de reaproveitar resíduos de madeiras raras abundantes na região, aliando à necessidade de gerar renda às comunidades. Utilizando apenas ferramentas manuais, implementaram oficinas de marcenaria nas comunidades e aos poucos foram treinando pessoas para confeccionar móveis de um estilo rústico, que muitas vezes imitam formas de animais da região. Hoje são seis comunidades à beira do Tapajós que se associaram e envolvem mais de 450 pessoas.

Veja abaixo imagens das cortinas de palha, do mari-mari, das grades de Santarém e uma amostra da produção das Oficinas Caboclas.

 

In Santarém there´s a famous social project that exists already for many years called Saúde e Alegria ( Health and Joy). The first thing we didi was to go in their “headquarter” here, in order to get to know the iniciatives that involve design.

Without any schedule we could speak to two employees of the project, Carlos and Silvaney, who gave us many tips about what exists in the area and what can we do in a short spare of time. It was interesting to see, in the beautiful house of the project, the use of straw curtains in almost all of the rooms.

With the information, we decided to pass by Flona (Natural Forest) Tapajós. Then we had to pass at ICMBio (Chico Mendes Institute), responsible for all the conservation areas in Brazil. There we were oriented about the best transportation means, the time table and the prices.

Almost around lunchtime and in our way to other visits, we passed by the Santarém’s Market. Again we saw a straw curtain, this time it was by the newspaper shop, proving us that this material is adequate to block the sun and heat. We also saw a very different fruit, called by the seller “mari-mari”. It consists in small green parts very organized inside a long capsule: it’s actually a natural “drops” inside a perfect packaging.

At lunchtime, we strolled around a residential district of Santarém. The houses are simple and colorful, and what called our attention a lot was the design and the huge amount of grids in front of doors and windows. This demonstrates a preoccupation with safety that is not obvious in an apparently calm town.

In the afternoon we looked for IPAM to get to know more about their project Oficinas Caboclas do Tapajós (Caboclas Workshops of Tapajós river). We met Antonio José, Leni and Elias, some of the agents of the Project Who explained us in details its history and how it works. Summarizing, the project started with a wish to reuse residues of valuable woods in the area, connected with the need to generate income in some communities. Having only hand tools, they implemented wood workshops in the communities and little by little they trained the people to make rustic furniture, having many times their own fauna represented in them. Today there are six communities along the river Tapajós participating in this project, and more than 450 people involved.

See above images of the straw curtains, the mari-mari, the grids at Santarém and a sample of the Oficinas Caboclas’ work.

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