Trilha na Flona Tapajós (21/4)

(see english below)

Fizemos a trilha da Sumaúma: 7 km de caminhada pela Floresta Nacional Tapajós (Flona) para ver essa árvore gigante. Dentre as inúmeras espécies vistas, algumas madeiras mais conhecidas da indústria moveleira destacaram-se: Cedro, Jatobá e a própria Sumaúma. Elas impõem-se pelo tamanho e, a julgar pelo impacto que a queda de uma delas provocaria ao redor, é possível imaginar porque muitas madeiras amazônicas têm seu uso proibido. No meio da trilha, vimos uma casa de palha abandonada, é chamada de casa de seringueiro: eles passavam a noite ali quando iam colher látex, tarefa que deve ser feita nas primeiras horas do dia.

Vimos um objeto que ouvimos falar diversas vezes, chamado paneiro. Ele parece uma mochila e é feito da folha de uma palmeira. É usado pelos trabalhadores da floresta para transportar o que foi colhido ou para as mães carregarem seus bebês. Descobrimos outro objeto similar a ele, o jamaxim, feito com cipó e com uma abertura maior. Além deles, descobrimos a pera, que também tem função de transporte de pequenas cargas, só que com o formato de uma pasta ou bolsa-carteira.

Ao cair da tarde, pegamos um barco para Alter do Chão, trajeto que durou 3 horas, finalizado por um por do sol incrível. Chegamos numa cidade completamente alagada, a água já cobre a rua e a calçada da orla. Amanhã continuaremos o diário com mais impressões sobre o balneário.

Fotos a seguir: a Sumaúma na mata primária, casa de seringueiro, o paneiro e Alter do Chão alagada ao por do sol.

 

We walked the Sumaúma track: 7 km Inside Tapajós national forest (flona) to see this giant tree. Among the many species we saw, the most special were some that are very well known by the furniture industry, such as Cedro, jatobá and the sumaúma itself. Their size is impressive, and if we consider the impact that the extraction of one of them can cause in its surroundings, we can understand why many amazonian woods are not allowed to be used anymore. In the middle of the track we saw an abandoned house, it is called “casa do seringueiro”: the látex extractors used to sleep there before work, since the rubber must be collected in the first hours of the day.

We saw an object that we heard about many times, the so called paneiro. It looks like a bag made out of a palm leaf. It is used by the forest workers to carry what they catch or by the mothers to carry their babies. We discovered another object similar to it called jamanxim, but its made out of a vine and has a bigger open area. Besides those, we also discovered the pera, an object that also has the function of transportation of small weights, but looks more like a purse.

In the late afternoon we made a 3 hour boat trip from jamaraquá to Alter do Chão, Arriving during a beautiful sunset. At the moment the city is very much flooded, the water invaded the car and the walk paths. Tomorrow we will tell more about this “beach” city of the Amazon.

Pictures above: the Sumaúma in the primary forest, the house of the latex extractors, the paneiro and  Alter do Chão flooded at the sunset.

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